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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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GOOGLE LANÇA CAMPANHA PARA TRAVAR A PESCA ILEGAL

Mäyjo, 24.09.15

Google lança campanha para travar a pesca ilegal

A Google lançou uma campanha para combater a pesca ilegal, onde vai monitorizar, via satélite, milhares de embarcações pesqueiras. A campanha, chamada Global Fishing Watch, resulta de uma parceria entre a gigante tecnológica, a Oceana e a Skytruth.

Através de uma ferramenta interactiva vai ser possível acompanhar os movimentos da frota pesqueira global recorrendo ao Automatic Identification System, semelhante ao GPS. A nova tecnologia poderá assim ajudar a salvar as reservas de peixe mundial, que são constantemente dizimadas pela pesca excessiva e ilegal.

Embora a tecnologia ainda esteja em fase protótipo, já foram identificados cerca de 3.000 embarcações e espera-se que de futuro possa ser utilizada para monitorizar a pesca ilegal. Numa fase mais avançada do projecto deverá ser possível a qualquer pessoa aceder a estes dados através da internet, refere o Dodo.

A pesca ilegal, não comunicada e não regulada corresponde entre 11 a 26 milhões de toneladas anuais de peixe pescado e a cerca de €20 mil milhões em perdas económicas.

Foto: Global Fishing Watch

CIENTISTAS APELAM AO FIM DE TODA A PESCA EM ALTO MAR

Mäyjo, 24.09.15

Cientistas apelam ao fim de toda a pesca em alto mar

Vários biólogos marinhos das universidades de Columbia Britânica, Canadá, e de Oxford, em Inglaterra, fizeram na semana passada um apelo radical para acabar com toda a pesca em alto mar. Segundo o Escience News, tal acção ajudaria a proteger a biodiversidade e sequestrar carbono da atmosfera.

De acordo com a equipa de cientistas, liderada por Rashid Sumaila e Alex Rogers, o apelo compreende as partes do oceano que ninguém possui ou reinvindica por estarem além das zonas económicas de 320 quilómetros, patrulhadas e disputadas por vários Governos.

Saiba por que razão 97% de Portugal é mar.

Estas zonas são verdadeiros sorvedouros de carbono e uma fonte natural da sua remoção da atmosfera, pelo que contribuem para a luta contra as alterações climáticas. Na verdade, a vida nas águas profundas absorve 1,5 mil milhões de toneladas de CO2 da atmosfera, enterrando 500 milhões de carbono no mar por ano. Em valores financeiros, esta acção valerá €110 mil milhões (R$ 330 mil milhões) por ano.

De acordo com o Escience News, apenas um centésimo dos peixes que chegam a todos os portos do mundo são encontrados só no alto mar. Nesta região são pescadas 10 milhões de toneladas, com um valor de mercado de €11,7 mil milhões (R$ 35,6 mil milhões).

“Manter peixes nestas áreas tem mais valor do que apanhá-los,” explicou Sumaila. “Se perdermos a vida no alto mar, teremos de encontrar outro modo de reduzir emissões, a um custo muito mais alto.”

Sumaila ajudou a calcular o valor económico do carbono armazenado pela vida no alto mar, aplicando preços à sua quantidade, e isto incluiu os benefícios de mitigação dos custos da mudança do clima.

Foto:   fung.leo / Creative Commons

COMER MENOS É ESSENCIAL PARA COMBATER ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 24.09.15

Comer menos é essencial para combater alterações climáticas

Ainda que poucos o saibam, a verdade é que a indústria da carne produz mais emissões de gases com efeito de estufa que a dos transportes – todos os carros, aviões, comboios ou barcos juntos –, por isso reduzir o enorme apetite dos consumidores globais é essencial para evitar o aquecimento global, de acordo com um novo estudo desenvolvido pelo think tank britânico Chatham House, depois de uma pesquisa da Ipsos Mori.

“Evitar uma catástrofe [ligada] ao aquecimento [global] depende de reduzirmos o consumo de carne e produtos lácteos, mas o mundo está a fazer muito pouco [para que tal aconteça]”, explicou Rob Bailey, autor do relatório. “Estamos a fazer muito contra a desflorestação e transporte, mas nada para o sector da carne”.

Segundo a análise, citada pelo Business Green, existe junto dos Governos, sociedade civil e até alguns ambientalistas a noção de que não é positivo dizer às pessoas o que elas devem ou não devem comer, por isso o tema é agora uma espécie de tabu. Na verdade, o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) descobriu que uma mudança de dieta pode “reduzir substancialmente” as emissões, mas não existe nenhum plano das Nações Unidas para o efectivar.

O relatório admite ainda que o aumento drástico da procura de carne na China e outros países pode levar o clima do mundo para o caos – em 2020 a China deverá comer mais 20 milhões de toneladas de carne e lacticínios por ano.

Finalmente, dois estudos recentes calcularam que, se os nossos hábitos de alimentação não forem revistos, as emissões do sector agrícola poderão responder por todo o nosso orçamento de carbono em 2050, o que significaria que todos os outros sectores – energia, indústria e transportes – teriam de ter zero emissões dentro de 35 anos. E isso é simplesmente impossível.

Foto: Tobias Akerboom (at hutme / Creative Commons